9.5.10


olhemos:
na ferrugem do voyerismo que impregnei no teu desejo. no corte lancinante do olho assim rasgado perante o espanto. a necessidade intrínseca de assim para ti me desnudar. ontem, hoje e amanhã.
onde te perdi?
onde te encontrei?
agora estamos aqui. eu deste lado e tu assim rasgado!
escondo-me mostrando-te o abismo onde habito. revelando-te a ténue luz que me alumia, os alvos lençóis que me acariciarão quando o teu olhar não mais me puder alcançar...
a luz entinguir-se-á!
o alvo lençol sujo quedará!
o e restante será visceralmente alma e lama...
encontra depressa a chave

1 comentário:

Kapikua disse...

onde está a merda da chave?