Fizeste o melhor que os teus frágeis braços te permitiram. Abriste a janela e deixaste que o vento fresco da manhã te apertasse a roupa. Desceste diligentemente as escadas. Esperaste que a chaleira te chamasse para um novo dia. Pouco importa se estivesse chuva ou abafado, calçarias o primeiro par que encontrasses e foi assim e sem mais demora, que te lançaste sobre a grande serpente. Não demoraste muito até tentares repelir uma dúzia de tormentos com uma valente golfada de nicotina, seguido de um insistente e louvável esforço por te entreteres com algum detalhe mágico na parada urbana que te corria ao lado.
Talvez um dia possas subir o rio com uma força sobrehumana, ou acelerar furiosamente sob a corrente. Por ora, deixas os pensamentos rodarem sobre o seu eixo, acertando o passo com a terra a teus pés.
Como Atlas, equilibrando sobre os ombros o peso que a gravidade tem.

